Certa vez afirmei sobre mim que não sou boa, e nem má. Já Repararam? Bom! Para quem reparou deve haver no mínimo uma curiosidade em saber porque alguém não se importaria de levar consigo a alcunha de má, quando pode afirmar sobre si apenas coisas boas e que o caracterize, igualmente bom.
E assim pensamos porque fomos habituados a acreditar que pessoas boas são aquelas que à nossa sociedade serve sem questionar em todos os seus aspectos castradores e cheios da necessidade de uma etiqueta de segurança, um atestado de qualidade.
Alguém que por ventura não esteja dentro do padrão de segurança, começa a oferecer risco aos demais. E assim é logo providenciado um novo rótulo:"ovelha negra da família" , "Laranja podre do cesto".
E é engraçada a relação que se faz de quem é bom e quem não é, porque a todo tempo trabalha-se para adquirir bens, mas elogiamos os que não tem ambição e desapego as coisas materiais. Elogiamos e exaltamos a beleza e condenamos os vaidosos. Damos conselhos sobre determinação e auto-estima mas criticamos os que exaltam a si mesmos alegando falta de humildade....Por isso venho lhes informar que estão diante de alguém que com certeza não é boa. Sou insuportávelmente metida, me acho sim melhor que muita gente. Sou dona de uma vaidade e narcisismo sem tamanho, porque quando saio na rua tenho a certeza de que nenhuma mulher é mais bonita e estilosa do que eu. Porque se vc me bater na cara, certamente eu vou revidar. Porque sou uma mulher cheia de vícios, desde o cigarro ao vício de sonhar o mais alto que posso. Porque nem todos são merecedores do meu amor. Porque não existe homem bom demais pra mim.
Portanto talvez eu não seja o que você esperava, o que lhe dá agora duas opções: Me ame e vai ter o melhor de mim, ou me odeie e receba de mim o desprezo e vai morrer sem ter tido o privilégio de saber o quão boa eu poderia ter sido pra você.