Pesquisar este blog

Seguidores

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Resposta

Meu passado...sua curiosidade...minhas dores... seus ciumes...sua dor! Pra que remexer no baú de minhas tristezas e dissabores?
Porque tentar me conhecer através de textos que foram escritos por alguém que já não sou?
Escrevo pra expurgar minhas dores, pra vestir de sentimentos nunca existentes as palavras dos personagens que me fiz viver. Escrevo pra gritar minhas indignações, para arrotar meus discursos, vomitar minhas desgraças, e sobretudo escrevo pra falar de amores.
Se por alguns instantes desconsiderar que meus textos tratam de histórias de minha vida, vai perceber o quanto eles são belos em seus corpos esculturados pelo meu verbo, pelas expressões de dor, agonia, paixões descritos de forma tão palpável por mim, e vai perceber que sou mesmo é uma bela de uma contadora de histórias, que serei uma excelente escritora um dia, pela força e propriedade com que uso palavras para dar ao meu leitor a ideia real do que quero que acredite ao ler meus textos. A arte de enganar, dissimular, fantasiar através da escrita se faz muito eficaz através de minhas mãos, e eu principal leitora de mim mesma precisava crer nas histórias que contava e que pensava viver.
E desde o dia 20 de Setembro que toda a força e destreza na arte de escrever sobre amores se esvaio de mim como se jamais tivesse escrito textos sobre o tema, só então percebi que jamais tinha escrito mesmo, jamais tinha escrito sobre O MEU AMOR, pois eu nunca o tinha vivido antes, nunca aprendi a dizer do amor verdadeiro, do amor que era meu de destino, do amor que ama simples, do amor sem a dor, eu não conhecia você. Não poderia escrever sobre o que nunca conheci em verdade, só conhecia do amor o que lia nos livros, do que via em filmes e do que minha mente fantasiava.
Só agora começo a escrever timidamente algumas palavras que talvez com muito esforço eu consiga traduzir o que somos, e sobre O MEU AMOR , a escassez de minhas palavras se deve a minha ignorância em traduzir fielmente a riqueza que é amar, o que me torna uma iniciante e tudo que eu escrever daqui por diante sobre amor é o que terá importância em minha irrisória literatura, pois só agora estou descobrindo o que é amar, amando você Lucas.

Cores


Para você todas as minhas cores.

Cores dos amores que fingi viver, por não ter você.

Cores de minhas dores.

Cores de seus sabores.

Cores que pelo colorido de teus olhos ainda vou ver.

Cores do meu amor por você.

Cores que sem elas não sei mais viver.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Não consigo dizer

Eu simplesmente não consigo dizer!
Olho sua face linda, seu sorriso travesso, penso, mas não consigo dizer!
Leio suas frases de amor e ainda não consigo dizer!
E mesmo quando te ouço dizer, não consigo dizer!
Mas que importa o que não consigo dizer?
Você olha em meus olhos e sabe o que sinto!
Que importa a verbalização do sentimento que jamais poderia ser verbalizado?
Meus olhos falam, minha boca fala sem dizer, e todo meu corpo se movimenta como se pronunciasse a tal frase, como se a desejasse profundamente, por não haver palavra alguma que fosse capaz de traduzir com fidelidade o que sinto por você.
Como traduzir?
Se ficar feliz por simplesmente sentir seu cheiro...
Se ficar feliz por ouvir seu coração no silêncio...
Se ficar feliz por você me abraçar...
Se ficar feliz em te ver...
Se ficar feliz em simplesmente estar com você...
Se todas estas coisinhas fazem parte do que chamam amor, eu amo você!
Amo você Lucas Goes


domingo, 20 de setembro de 2009

Trocaria

Se pudesse neste momento trocaria todo meu passado pelos momentos que passei com vc.
Daria minhas histórias por seus beijos, minhas poesias por seus abraços, minha arte por seu olhar me admirando, minhas inspirações por seus carinhos...porque todo este tempo eu daria meu verbo pra lhe ouvir dizer que sente o mesmo que eu por você e que isso acabasse com as razões pra eu me condenar com este sentimento que me tomou sem eu perceber.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Madrugada

A música me chama e...

Seu beijo encaixa no meu...
sua língua dança com minha...

Eu a ignoro quando...

Sua mão suave prende meu rosto ao seu...
Seus dedos riscam o desejo em minhas costas...

Vou ao encontro dela mas...

Sua mão quente gruda em minha coxa...
Sua lingua traquina me pirraça...

Seu colo me chama e...

Seus lábios se encontram com os meus...
Seus braços me puxam pra perto...

Amanhece e...

Eu não quero que a noite acabe...
Expulso o sol, ele não me obedece...

Tenho que me despedir quando...

Sua boca toca a minha...
Sua voz me diz tchau...

E então me prendo...

Seu cheiro em meu rosto...
Seu gosto em minha boca...

A dúvida...

Meu sono me arastanto pro escuro...
Minha memória ninando meus sonhos...

Quando vou te beijar de novo?

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Pastel a óleo - Muitos corações e apenas uma vida



Para mim são necessários muitos corações, um para guardar memórias, outro saudade, outro para me apaixonar e outro para trancafiar mudo, sem nenhuma palavra, apenas deixando escapar o ruído de uma lágrima solitária.

Smoke...


Impunho o meu cigarro, que por vezes o abandono a classe das personas não gratas, e por outras o elevo a posto merecido entres os dedos da mulher forte que penso que sou, que quero ser.
Se vou morrer deste mal? Não sei! Me preocupo, me culpo, mas penso logo em seguida que de que vale a vida se depois dela não vier a morte, evitar não me fará viver eternamente e nem eu quero, visto que já se faz tão solitária a vida à cada amigo que se vai buscar suas vidas, imagine vê-los passar pela vida sem que eu mesma possa dar espaço para a saudade que poderiam sentir de mim.
As lindas e fortes mulheres de quem ouço falar estavam também envoltas nesta fumaça de sensações e impressões que o cigarro traz, elas não viveram muito isso é fato, mas ainda são lembradas e admiradas por seus feitos. Ainda estou longe de acreditar que tenho feitos a deixar como legado admirável, mas já começo a crer que não vale a pena ter tanta saúde, se não há tanta vida em apenas viver.

Título: A filha da mãe

Sinopse: Filha de mãe solteira criada com sacrifício pela mãe lavadeira e faxineira. Cresceu na casa da vó cercada pelos 12 tios e tias e primos. Boa menina, nunca respondia os mais velhos e nem falava palavrões, mas um dia descobriu que lhe faltava liberdade, colocou piercing, tatuagens e disse que sua verdadeira vocação era a moda. Tornou-se boêmia, fumante inveterada e uma compulsiva escritora de diários e blogs e arte passou a ser sua única forma de esxpressar seus verdadeiros sentimentos. Pobre, sem dar certo em nenhum emprego, inscreve-se no BBB10 e é selecionada, e o resto desta história você irá acompanhar em janeiro. Aguardem, tragicomédia, com cenas de nú francês, dramalhões mexicanos e besteirols americanos e é claro com uma dose de pimenta bahiana, por isso vem no sangue né!

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Na pontinha dos pés


Adoro ter que ficar na pontinha de meus pés pra alcançar sua boca
Adoro me equilibrar enquanto roço meus lábios nos seus
Adoro perceber que meus musculos reclamam enquanto sua língua toca a minha
Adoro quando meu desequilíbrio nos faz dançar sem do beijo soltar
Adoro quando me agarra pela cintura quando já não consigo me manter na ponta dos pés
Adoro te beijar na pontinha dos pés

Sexta-feira


A sexta amanheceu mal humorada pra mim, pouco sono, muitos pesadelos e a carranca que se formava em meu rosto deixava claro que o dia seria ruim.
O sol quente no meu caminho de volta pra casa derreteu a expressão enrugada e aborrecida de minha face e me trouxe a alegria, as músicas em meu MP4 me enchiam de uma espontânea vontade de dançar, e enquanto dançava pela rua minha mente buscava o rosto de quem eu queria que estivesse comigo naquele instante, e como eu queria.
O desejo de estar bem me inundou tão fortemente que eu trouxe pra perto de mim os momentos bons de que tanto precisava, retornei a infância, brinquei, dancei e me molhei e deixei que o sol continuasse a fazer seu trabalho renovador na minha alma, e ainda o queria ali perto de onde estava minha alegria.
Ansiava pelo encontro com ele e não sabia o que esperar, a estranha sensação de não saber se posso ou não simplesmente deixar fluir de mim o toque, o carinho, a dúvida da rejeição.
Quando tudo novamente não parecia mudar, sinto seu toque e seus lábios novamente próximos ao meu e eu simplesmente permiti como se não pudesse resistir ao seu chamado. E eu queria mais, queria todos os minutos e segundos e o arrastei comigo para a madrugada, já que não sabia quando iria ter tanto dele assim novamente.


domingo, 30 de agosto de 2009

Quarta-feira


Tudo parecia não mudar de lugar quando você aproximou o rosto do meu e eu tive a certeza de que desta vez era mesmo um chamado. Então o beijei.
Beijos que se encaixavam perfeitamente em minha boca feita de lábios pequenos e finos, na sua tão carnuda, e que se movimentavam numa sincronia perfeita, alimentando o meu desejo e fazendo pulsar mais do que o meu coração, sensações traduzidas em gestos que apertavam sua nuca e cabelos encaracolados puxando você pra mais perto de mim na tentativa de que pudesse saber o quanto me sentia bem e completa naquele momento.
Era só um momento, dez minutos, apenas isso. E ainda assim muitos sonhos e sensações eu pude continuar sentindo somente com a lembrança daqueles beijos. E nada mais eu poderia esperar além disso: Um momento, e muitas lembranças.

sábado, 29 de agosto de 2009

Relato de um desejo


Vou confessar que me sinto completamente atraída por você neste momento, ontem durante a dança houve um momento em que os nossos rostos ficaram próximos e dava pra sentir sua respiração, seu hálito , e era bom e fresco. Era quase um chamado a um beijo que não aconteceu.
O cheiro de seu hálito, ficou na memória tão forte que eu podia sentir o gosto se formar em minha boca, me fazendo salivar, aguando em meio a cada fisgada do desejo que se intensificava em agonia delirante, e o desejo latente se transformando numa necessidade. Agora não era mais somente o desejo, era a fome, a sede, era a visão por traz das pálpebras cerradas, era o beijo que não aconteceu se fazendo presente no imaginário, fazendo latejar a ferida úmida e o descontrole se apoderando de meu pensamento fazendo meu corpo tremer ao toque de meus dedos frios.

domingo, 3 de maio de 2009

Não sou que vc pensa. Sou pior!

Certa vez afirmei sobre mim que não sou boa, e nem má. Já Repararam? Bom! Para quem reparou deve haver no mínimo uma curiosidade em saber porque alguém não se importaria de levar consigo a alcunha de má, quando pode afirmar sobre si apenas coisas boas e que o caracterize, igualmente bom.
E assim pensamos porque fomos habituados a acreditar que pessoas boas são aquelas que à nossa sociedade serve sem questionar em todos os seus aspectos castradores e cheios da necessidade de uma etiqueta de segurança, um atestado de qualidade.
Alguém que por ventura não esteja dentro do padrão de segurança, começa a oferecer risco aos demais. E assim é logo providenciado um novo rótulo:"ovelha negra da família" , "Laranja podre do cesto".
E é engraçada a relação que se faz de quem é bom e quem não é, porque a todo tempo trabalha-se para adquirir bens, mas elogiamos os que não tem ambição e desapego as coisas materiais. Elogiamos e exaltamos a beleza e condenamos os vaidosos. Damos conselhos sobre determinação e auto-estima mas criticamos os que exaltam a si mesmos alegando falta de humildade....Por isso venho lhes informar que estão diante de alguém que com certeza não é boa. Sou insuportávelmente metida, me acho sim melhor que muita gente. Sou dona de uma vaidade e narcisismo sem tamanho, porque quando saio na rua tenho a certeza de que nenhuma mulher é mais bonita e estilosa do que eu. Porque se vc me bater na cara, certamente eu vou revidar. Porque sou uma mulher cheia de vícios, desde o cigarro ao vício de sonhar o mais alto que posso. Porque nem todos são merecedores do meu amor. Porque não existe homem bom demais pra mim.
Portanto talvez eu não seja o que você esperava, o que lhe dá agora duas opções: Me ame e vai ter o melhor de mim, ou me odeie e receba de mim o desprezo e vai morrer sem ter tido o privilégio de saber o quão boa eu poderia ter sido pra você.





quinta-feira, 16 de abril de 2009

Pastel a óleo - Auto retrato

Silêncio

Silêncio por favor

Enquanto esqueço um pouco

a dor no peito

Não diga nada

sobre meus defeitos

Eu não me lembro mais

quem me deixou assim

Hoje eu quero apenas

Uma pausa de mil compassos

Para ver as meninas

E nada mais nos braços

Só este amor

assim descontraído

Quem sabe de tudo não fale

Quem não sabe nada se cale

Se for preciso eu repito

Porque hoje eu vou fazer

Ao meu jeito eu vou fazer

Um samba sobre o infinito

Porque hoje eu vou fazer

Ao meu jeito eu vou fazer

Um samba sobre o infinito


Paulinho da Viola

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Uma noite

Me dá uma noite apenas, mas uma noite com seus beijos, seu cheiro e depois eu juro que perco a memória. Mas tem que ser uma destas noites intermináveis, assim eu voltaria a dormir sem rolar na cama pensando no prazer que não senti naquela noite, e voçê me deve isso pelo menos, pois combinamos uma troca e só você ganhou.

A coluna de hoje traz- pensamentos de Crete

Veio olhar meu blog hoje? Ver se ainda estou sob o efeito inspirativo da minha melancolia? Pois saiba que fico só imaginando porque você faz questão de usar esta carapaça, esta casca dura, impenetrável. Só o medo faz com que alguém se torne assim, eu mesma por medo de ficar vulnerável diante de você, me fazia de forte e inabalável, e embora eu seja muito forte e me considere mesmo uma mulher diferente das outras, eu só enfatizava na sua frente pra não ficar por baixo, imaginando eu que sempre estava diante de um ser tão superior e tão mais bem resolvido do que eu...grande bobagem! Estava todo tempo diante do cara que morre de tesão por mim, mas jamais me chamaria pra sair, se a iniciativa não partisse de mim... do cara que pelo mesmo tesão não espera a hora certa de sentir sua plenitude... que fica sem graça por causa disso... que não admite mas me acha linda e encantadora....do cara que simplesmente poderia se afastar e ficar na dele, mas ao invés disso, olha meu orkut, meu blog e que se sensibilizou com a gravura que fiz de seu rosto.... que é tão inseguro que não consegue enxergar o quão belo eu o vejo, julgando que pela pintura que fiz lhe julgava como estranho, quando na verdade estranha é a minha forma de ti sentir.
Dizer que lhe acho uma merda de homem? Que tolice! Era só perceber a alegria nos meus olhos cada vez que te via, e ficava fazendo cara de paisagem para não me entregar... era só ver a minha cara de contemplação vendo você tomando pra si com toda aquela fome...tolo!
todo este tempo fiz de conta que não sentia nada, não queria sentir, porque você não ia deixar, e  mesmo assim sempre tentando me tornar uma mulher notável pra que um dia magicamente você me considerasse uma possibilidade na sua vida, mas então percebo que a tola agora fui eu, pois sempre fui uma mulher notável, mas você sofre de miopia e talvez seja mesmo um covarde, porque apesar de que nunca admitirá isso, mas gosta de mim e se confunde tanto quanto eu em relação a estes sentimentos, a diferença é que eu arriscaria.
Mas isso certamente são só fantasias da minha cabeça!

terça-feira, 14 de abril de 2009

Lápis de cor - Esta boneca tem manual


Bonecas são fofinhas ou estranhas, eu costumo ser as duas coisas. Existem aquelas com que se brinca facilmente de articulações maleáveis, do tipo que se faz necessário usar vozes de mentirinha para representar seus vocabulários, gestos e atitudes. Mas não esta aqui! Não tenho cordinhas, não digo as frases que quer ouvir e nem tão pouco tenho botão de liga e desliga, portanto se sua intenção for me reprogramar desista, pois esta função só eu mesma posso ativar. Sou uma boneca exibida e cheia de vontades. Minha estética é o que me representa e isso pra mim vale muita coisa, mas nem pense em insultar minha inteligência, pois sim! Eu tenho! Não me diga o que fazer, nem como devo me comportar, eu gosto de beber e gosto de fumar e para soltar meus demônios gosto de dançar. Esta boneca ama e se apaixona perdidamente, quase sempre por cegos imcapazes de enxergar a mulher espetacular que sou. Fico melancólica e transformo tudo em arte, e logo que expurgo minhas dores e culpas, deixo que as lágrimas sequem e me rebelo contra toda e qualquer razão de tristeza. Tudo que esta boneca mais odeia na vida é não ter controle sobre seus sentimentos, e sinto uma raiva absurda de mim mesma, mas quando isso acontece torno-me tola e dona de uma mentirosa soberba somente para evitar que se descubra tal sentir. Como vê esta boneca tem manual, mas vai ter paciência de ler o resto?

segunda-feira, 13 de abril de 2009

No dia seguinte


Tento ser a mulher mais linda , a mais interessante perto de você e porque?
O tempo passa e eu não sei o que sinto, porque com você é assim? Com os outros sou forte e invencível, com você apenas menina tola.
Bebo, esqueço... ou será que preciso esquecer? Não posso mais olhar pra você, nem sequer falar, não me ligue (sei que não vai ligar) vou te bloquear no meu MSN, no meu orkut e nada vai adiantar pois nunca vou te bloquear de mim
Não sei o que você é para mim, nem porque mexe com tudo que construo, minha fortaleza se desmancha...se desmancha... tudo o que eu queria apenas era uma noite e matar meus desejos, mas ao invés disso minha mente me trai e mesmo sem confessar, confesso com meu gesto, com meu descontrole e depois vem a vergonha que fala mais do que gostaria.
Não fale mais comigo, não olhe para meus olhos envergonhados, estou nua, pois confessei o inconfessável.

Pastel a óleo - Muitos corações,uma vida.

Para mim são necessários muitos corações, um para guarda memórias, outro saudade, outro para me apaixonar e outro para trancafiar mudo, sem nenhuma palavra, apenas deixando escapar o ruído de uma lágrima solitária.

Pastel a óleo - Seu rosto


Ao meu melhor amigo, por quem eu tenho um profundo e estranho amor, que jamais poderá ser vivido por sermos diferentes um do outro.
Existe em nossos corações algo de tão especial que me faz querer eternizar sua face em minha arte, que apesar de nem de longe representar a suavidade de seus traços, foi traçada com o colorido de meus olhos de mulher, de artista, que mantêm aprisionado dentro de si tal sentimento.
 A madrugada que passei produzindo este desenho era pensando que jamais poderia fingir nem representar e nem de amizade seus lábios tocar.

sexta-feira, 20 de março de 2009

Levante a cabeça


Olá meus queridos e inexistentes leitores deste blog!!!! 
Muito tempo sem postar, é verdade, mas faltava inspirações maiores para tal tarefa, porém hoje resolvi não deixá-los mais na saudade pelas minhas tão bem escritas palavras.
No final do mês passado viajei sem a menor condição financeira a Recife, terra de meu pai, já falecido, para me aaproximar mais da minha família do lado de lá. Foi muito bom, brinquei o Carnaval fantasiada e tudo mais, conheci lugares e parentes, mas tinha que voltar a minha terra natal.
Logo de cara na primeira semana recebo o resultado de que não passei no vestibular, na segunda consegui um trabalho, que na terceira perdi, e o pior é que ainda estou pagando a passagem. (risos)
Mas estou bem apesar da aparente maré de azar, ou do rastro de corno em que pisei. Ainda tenho casa e comida de graça, o que já é muito para quem está supostamente na merda né, ainda mais que ainda tenho meus lápis, papeis e a criatividade que brota desta alma de artista teimosa, e de lambuja ainda tenho este computador do qual escrevo que (lógico que não é meu!) tem Internet banda larga, onde posso me distrair assistindo BBB, e batendo papo com amigos pelo msn( ai, santa net, que salva do tédio de quem não tem grana pra sair!). Enfim estou repleta do otismismo que mantêm vivos os que não tem mais nada com que contar, a não ser na crença de que dias melhores virão.
Acho que se você, caro leitor,  se também estiver na merda deve pensar assim, e pensar que nada nem ninguém pode tirar aquilo que dinheiro ou posição social alguma pode lhe comprar: sua alegria, alto-estima, confiança, amigos, ideias, coragem, força de vontade, família, integridade e carater, dentre outras inúmeras coisitas bobas que não damos valor ao longo de nossas vidas, isso porque nos cobram que sejamos um sucesso, e nos dizem que nada tem a ver com dinheiro, que querem que sejamos felizes e bla, blá! Mas no fundo se você chegar quase aos 30 e não tiver um apartamento próprio, um carro do ano e um celular de ponta certamente irão nos dizer que está na hora de parar de sonhar e fazer um concurso público.
Não se deixe abater por isso, acredite em si mesmo(nossa me sinto um livro de auto-ajuda!), os sonhos nunca poderam ser arrancados de nós, a não ser que seja esta a nossa vontade, portanto não se deixe vencer. Lute!
Esta foi a minha reflexão nestes últimos dias, as vezes é necessário certa dose de soberba e altivez para andar pela vida e cabeça erguida quando as coisas não saem da forma como gostaríamos e para não nos deixar abater pelo cançasso que volta e meia toma conta de nós pessoas sonhadoras, e também uma dose de sarcasmo e  ironia para rir na cara da vida, repensar seus planos, e se reinventar. Espero que o combustível que está me movendo possa servir pra você puxar seu carro também.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Não quero mais lembranças suas




Eu hoje resolvi que não quero mais lembranças suas, nem quero mais sua caridade.


Achava que seríamos sempre unidos mesmo separados, mas assim como você não foi homem para não me deixar ir, não é homem para ser meu amigo pra sempre.


Não se preocupe não vou te incomodar, suas contas de telefone nunca mais serão altas, e você não precisa se preocupar que quando estiver em apuros ele não vai tocar com um pedido de socorro, pois as inumeras chamadas perdidas que se encontram nele, foram do último pedido que tentei lhe fazer.


Espero que seu cançasso nunca mais volte a te fazer companhia, já que eu mesma nunca mais farei.


Pegue suas coisas de minha casa e faça o que quiser, mas eu não quero mais lembrança alguma sua perto de mim. Não quero me lembrar do que poderia ter sido esta história que pelo tanto de atitude que tem, ela nem teria começado se não fosse por mim.


E sabe o que acho? Que vai passar a vida no mesmo lugar, mas não é culpa minha porque minhas despesas te deixaram com a vida financeira complicada, mas porque você não tem coragem pra viver, sempre enxerga ficar parado uma boa estratégia, pois que continue do jeito que quiser. Mas eu de minha parte vou continuar fazendo milhões de besteiras, errando, bebendo e fumando, mas acima de tudo, tentando desesperadamente ser completamente feliz.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Detesto

Detesto em mim o fato de ser carente
Detesto minha insegurança
Detesto não me achar o máximo sempre
Detesto não ter dinheiro

domingo, 25 de janeiro de 2009

Em dias assim...

Em dias assim, fico pensando que estaria feliz com coisas simples e aparentemente desinteressantes...

Em dias asssim, queria apenas me deitar no chão de cerâmica fria, com um travesseiro para apoiar minha cabeça e assistir muitos filmes repetidos no DVD...

Em dias assim, me bastaria um refrigerante e sobras da festa da noite passada...

Em dias assim, queria que tivesse um namoradinho bem querido e dengoso pra me enrroscar cheia de preguiça...

Em dias assim, bastava ser apenas mais uma, nem melhor, nem mais interessante, apenas mulher.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Poesias de Clarice - Não datada


Escrever


Que faço eu com tanto escrever?

me iludindo, crendo que assim

serei melhor interpretadda, como se

fosse a última das românticas


Pois então, que faço eu com este escrever?

passo os anos lamentando meus dissabores

ou, me entrego de vez a este impulso voraz

e idiota de escrever e contar para todo mundo

as miudezas de minha vida


Fazer da dor uma piada

um motivo de elevado valor

bem melhor é rir do que chorar.


Poesias de Sophia - Não datada




Interrogação




Nos teus olhos uma verdade


Nos teus lábios outra verdade


Qual destes me conta a mentira?




Tuas mãos, teu toque, teu desejo


teu coração se apressa em bater


sua respiração sinto ofegar


mas tua razão insiste em me evitar




Onde está a verdade?


Quer ir embora? Quer ficar?


Ou quer apenas ter onde repousar?

Cartas de Sophia - Nº 1 - Nunca enviada


Menino, pena teres escolhido uma "doce loucura" a minha alegre e real presença.

Ah! Que falta faz teu sorriso largo e a tua risada tola, teus discursos carregados de empolgação poética e delírios juvenis ao descrever tuas paixões musicais e artísticas e teus anseios de futuro.

Que saudade de teus beijos gulosos que me abocanhavam a boca, das noites que fiquei sem dormir por conta de tua fome insaciável que não me dava descanso. saudades também de mim no papel dedicado de lhe ensinar a conduzir o amor com a destreza e sedução dignas de quem baila um tango.

Teus carinhos e dengos tão ricos em doçura e delicadeza, me chega, a lembrança e trazem junto teu cheiro, teu hálito, corpo e sexo.

Quanto querer e quanto carinho e dependência foste capaz de fazer nascer em mim, em tão poucos dias. Que feitiço lançaste sobre mim? Que magia utilizaste?

Cada vez que penso nesta curta história, e nos elementos que me fizeram sonhar, tenho vontade de lhe dar amor pelo privilégio de pela primeira vez ter sido totalmente pura em essência para você, mas, em seguida quero lhe dar meu ódio por ter sido você o mesmo responsável por este despertar e também o mesmo a desprezá-lo, preferindo aquela que está distante, preferindo a eterna surpresa de um amor a distância, as dúvidas e a perfeição de um amor sem rotinas, sem problemas. Com amor assim não se pode competir, pois nele reside a mágica presente somente em sonhos.

Quero ainda lhe dar todo meu desprezo, porque já não sou capaz de coexistir com estes sentimentos e pensamentos que ora me torturam , quando feitos para comparar aspectos imcomparáveis, mas que mesmo assim toda mulher insiste em fazer quando trocada por outra, ora me deixam entregues a uma melancolia enfadonha e ridícula. esses pensamentos e sentimentos só se desvanecem, para dar lugar a outros que me sugam as energias na difícil tarefa de lhe esquecer, de tentar encontrar uma vacina contra seu sorriso e contra esta saudade sem propósito.

Meu menino, por favor desfaça este feitiço, esta mágica e me liberte de você, de suas boas lembranças, por que preciso voltar a minha vida de antes, que era repleta de farta de uma mesmice e normalidade, sem olhares brilhantes, sem música e principalmente sem as angustias de uma paixão não correspondida.

Q seu pedido é que sejamos amigos, mas seria uma amizade muito cruel e triste de ser vivida para mim e muito falsa para você, pois não existe em meu coração outro desejo senão o de que você se arrependa e se arrebente com este namoro, de que ele acabe antes do que você espera, que você quebre a cara, e que ela vire uma bruxa terrível e lhe consuma a vida com toda sorte de aborrecimento que uma mulher seja capaz para atormentar um homem.

E quando você perceber que o sapato de cristal é fashion demais para o pouco estilo dela, vou estar aqui, linda, sarada e encantadora para que você venha correndo ao meu encontro e sabe porque? Por que eu te amo? Nem pensar!!! Vou fazer isso só para te abandonar, me vingar e te exterminar!


segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Dia de infância


Hoje amanheceu um dia daqueles em que sinto que o tempo, o ar, a cor e o som das coisas ao meu redor parecem pertencer aos dias de minha infância.

Este dia sempre me visita, e quando ele vem sinto uma paz de criança dentro de mim, mesmo fazendo as coisas referentes aos tempos atuais, mesmo fazendo e pensando de acordo com meus dia de vinte e seis. Tudo nele é tranquilo e nada me causa irritação ou desconforto é o meu dia de infância, da inocência que se foi, dos dias em que o futuro era ainda distante e se podia sonhar com ele sem a cobrança de ser alguém.

Estes dias são meus presentes que recebo do divido, posso sentir como se passasse pelas ruas e falasse com as pessoas como se eu não estivesse lá realmente, pareço fora de mim, como se visse a vida pelo lado de fora.

Gosto deste dia, porque nele sinto posso descansar em paz, mas sempre acho que Deus me dá ele em presente porque talvez amanhã já não esteja mais aqui, como se fosse a conseção de um último desejo ou coisa que valha. Um privilégio em poder ter um dia feliz antes de me tirar a vida.

Mas sabe o engraçado? Ele já me deu estes dias antes e não me levou, então acho que sua intenção não é esta, mas desejo de todo meu coração que quando quando chegar minha hora, receba um dia assim de presente, e com direito a ver o rosto de todos os meus queridos antes da partida.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

smoke


Quanto mais só e insegura, mais impunho o meu cigarro, que por vezes o abandono a classe das personas não gratas, e por outras o elevo a posto merecido entres os dedos da mulher forte que penso que sou, que quero ser.

Se vou morrer deste mal? Não sei! Me preocupo, me culpo, mas penso logo em seguida que de que vale a vida se depois dela não vier a morte, evitar não me fará viver eternamente e nem eu quero, visto que já se faz tão solitária a vida à cada amigo que se vai buscar suas vidas, imagine vê-los passar pela vida sem que eu mesma possa dar espaço para a saudade que poderiam sentir de mim.

As lindas e fortes mulheres de quem ouço falar estavam também envoltas nesta fumaça de sensações e impressões que o cigarro traz, elas não viveram muito isso é fato, mas ainda são lembradas e admiradas por seus feitos. Ainda estou longe de acreditar que tenho feitos a deixar como legado admirável, mas já começo a crer que não vale a pena ter tanta saúde, se não há tanta vida em apenas viver.

A laranja podre está fora do cesto


Eu lanranja podre, fui tirada hoje de dentro do cesto repleto de laranjas irretocávelmente lindas e saborosas e que jamais poderiam ser maculadas com minha presença putrefata.

Não a nada mais podre que ser honesta e avessa a esquemas e tramas elaborados por gente que tem medo de quem tem competência e carisma próprio e sem necessidade alguma de QI(quem indique) para ter cargos melhores.

Não há nada mais saudável do que gente invejosa, incompetente e que precisa de cupixa pra se manter no cargo que está, gente que precisa montar núcleo de fofoca por medo do que dizem ao seu respeito.

Hope, seria esperança de tempos melhores, mas ao invés disso apenas trouxe para mim novamente a esperança que nasçam seres humanos melhores e com eles os melhores tempos.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Expectativa


Incrível quando simplesmente não esperamos muita coisa da vida ela nos surpreende com boas surpresas.

Sempre fui do tipo que se enche de expectativas diante da possibilidade de que algo novo aconteça, seja na esperança de conhecer alguém ou apenas de que tenha a noite mais divertida do mundo, mas não nesta noite, para ela eu não esperava nenhum acontecimento, visto que ela já o era em sí. E ela começa: eu me sinto linda e presenteada com encontros fraternos com inumeros amigos que há tempos não via. Encontros que me enchia o peito daquela emoção superior que está reservada apenas aos que são amados pelos seu queridos e assim a noite já estava mais que completa, perfeita, e no entanto a cada minuto vivido intensamente com a alegria doa bem venturados, parecia surgir outra possibilidades de me deixar surpreender.

A leveza de minha alma e os efeitos mágicos do álcool me permitiram entrar num espaço de livre de "mas", nem "porquês", apenas carregados das sensações da surpresa de uma conquista inesperada, tanto quanto fulgás advinda de um caprichoso desejo de ter preso em meus lábios um jovem estudante de medicina, que já havia sido namoradinho de uma menina da escola de meus primos adolescentes, carregado ainda da surpresa de no encantamento de corpos que se comunicavam apenas pela dança, que nos deixava com as mentes fora de qualquer razão, sem se lembrar que tais corpos pertenciam a um gay, e a uma hetero, ambos declaradamente sem a mínima vontade de mudar de idéia quanto a esta sexualidade e assim sendo com explicar tamanho tesão? Não havia o que explicar, apenas o que sentir e se maravilhar com o imneso mundo de possibilidades que se abre quando sua mente se desliga do que é socialmente aceitável, quando esquecemos os rótulos.

sábado, 3 de janeiro de 2009

Desumanizada


Esta minha vida por vezes, na maioria das vezes me chega tão sem sentido, tão sem porque, que mal consigo me mexer e andar.

Sigo ao trabalho porque sem ele socialmente nunca serei chamado de alguém, e estando nele logo não tenho mais uma vida tão social assim...pelas horas dedicadas ao mesmo... o cansado advindo da muita dedicação... e o muito que ainda se tem que trabalhar. Trabalhar para sustentar a si, já não atende mais o que esperam de mim, então agora devo recompensar meus anjos, que com tal desprendimento me ajudaram a sobreviver hoje me lançam na cara suas expectativas e exigências sobre como devo me comportar.

Então trabalho...trabalho... logo não me sinto mais gente se não estiver trabalhando, pois o resto, aquela coisinha insignificante que pensava sobre ser apenas humano autentico, com vontades, pensamentos e sentimentos próprios, que me dariam a característica primária e excêncial pra que me fizesse livre das cordinhas, que me fizesse costurar minhas próprias asas e com os olhos ainda fechados alçar sempre os voos mais altos, não passa agora de uma etiqueta com um impresso em letras garrafais que diz: A LARANJA PODRE DO CESTO.

De início resolvi que iria enganar o diabo, mascarar com lindos sorrisos e com bordados de hipocrisia com linhas douradas, para evitar que me descobrissem tão irremediavelmente humana, mas tamanha é a dor que logo me revelo por alguns instantes de fragilidade, mas logo me recupero e volto a velha forma fingida que se faz necessária e assim a são tantas horas envolta nesta mascara que posso ficar sem não sei o que fazer da minha humanidade e então paraliso nesta existência sem porquê e sem sentido próprio e acabo fazendo somente o que esperam de mim com a mesma forma prosaica de quem apenas existe por falta de opção.