Em dias assim, fico pensando que estaria feliz com coisas simples e aparentemente desinteressantes...
Em dias asssim, queria apenas me deitar no chão de cerâmica fria, com um travesseiro para apoiar minha cabeça e assistir muitos filmes repetidos no DVD...
Em dias assim, me bastaria um refrigerante e sobras da festa da noite passada...
Em dias assim, queria que tivesse um namoradinho bem querido e dengoso pra me enrroscar cheia de preguiça...
Em dias assim, bastava ser apenas mais uma, nem melhor, nem mais interessante, apenas mulher.
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domingo, 25 de janeiro de 2009
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
Poesias de Clarice - Não datada

Escrever
Que faço eu com tanto escrever?
me iludindo, crendo que assim
serei melhor interpretadda, como se
fosse a última das românticas
Pois então, que faço eu com este escrever?
passo os anos lamentando meus dissabores
ou, me entrego de vez a este impulso voraz
e idiota de escrever e contar para todo mundo
as miudezas de minha vida
Fazer da dor uma piada
um motivo de elevado valor
bem melhor é rir do que chorar.
Poesias de Sophia - Não datada

Interrogação
Nos teus olhos uma verdade
Nos teus lábios outra verdade
Qual destes me conta a mentira?
Tuas mãos, teu toque, teu desejo
teu coração se apressa em bater
sua respiração sinto ofegar
mas tua razão insiste em me evitar
Onde está a verdade?
Quer ir embora? Quer ficar?
Ou quer apenas ter onde repousar?
Cartas de Sophia - Nº 1 - Nunca enviada

Menino, pena teres escolhido uma "doce loucura" a minha alegre e real presença.
Ah! Que falta faz teu sorriso largo e a tua risada tola, teus discursos carregados de empolgação poética e delírios juvenis ao descrever tuas paixões musicais e artísticas e teus anseios de futuro.
Que saudade de teus beijos gulosos que me abocanhavam a boca, das noites que fiquei sem dormir por conta de tua fome insaciável que não me dava descanso. saudades também de mim no papel dedicado de lhe ensinar a conduzir o amor com a destreza e sedução dignas de quem baila um tango.
Teus carinhos e dengos tão ricos em doçura e delicadeza, me chega, a lembrança e trazem junto teu cheiro, teu hálito, corpo e sexo.
Quanto querer e quanto carinho e dependência foste capaz de fazer nascer em mim, em tão poucos dias. Que feitiço lançaste sobre mim? Que magia utilizaste?
Cada vez que penso nesta curta história, e nos elementos que me fizeram sonhar, tenho vontade de lhe dar amor pelo privilégio de pela primeira vez ter sido totalmente pura em essência para você, mas, em seguida quero lhe dar meu ódio por ter sido você o mesmo responsável por este despertar e também o mesmo a desprezá-lo, preferindo aquela que está distante, preferindo a eterna surpresa de um amor a distância, as dúvidas e a perfeição de um amor sem rotinas, sem problemas. Com amor assim não se pode competir, pois nele reside a mágica presente somente em sonhos.
Quero ainda lhe dar todo meu desprezo, porque já não sou capaz de coexistir com estes sentimentos e pensamentos que ora me torturam , quando feitos para comparar aspectos imcomparáveis, mas que mesmo assim toda mulher insiste em fazer quando trocada por outra, ora me deixam entregues a uma melancolia enfadonha e ridícula. esses pensamentos e sentimentos só se desvanecem, para dar lugar a outros que me sugam as energias na difícil tarefa de lhe esquecer, de tentar encontrar uma vacina contra seu sorriso e contra esta saudade sem propósito.
Meu menino, por favor desfaça este feitiço, esta mágica e me liberte de você, de suas boas lembranças, por que preciso voltar a minha vida de antes, que era repleta de farta de uma mesmice e normalidade, sem olhares brilhantes, sem música e principalmente sem as angustias de uma paixão não correspondida.
Q seu pedido é que sejamos amigos, mas seria uma amizade muito cruel e triste de ser vivida para mim e muito falsa para você, pois não existe em meu coração outro desejo senão o de que você se arrependa e se arrebente com este namoro, de que ele acabe antes do que você espera, que você quebre a cara, e que ela vire uma bruxa terrível e lhe consuma a vida com toda sorte de aborrecimento que uma mulher seja capaz para atormentar um homem.
E quando você perceber que o sapato de cristal é fashion demais para o pouco estilo dela, vou estar aqui, linda, sarada e encantadora para que você venha correndo ao meu encontro e sabe porque? Por que eu te amo? Nem pensar!!! Vou fazer isso só para te abandonar, me vingar e te exterminar!
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
Dia de infância

Hoje amanheceu um dia daqueles em que sinto que o tempo, o ar, a cor e o som das coisas ao meu redor parecem pertencer aos dias de minha infância.
Este dia sempre me visita, e quando ele vem sinto uma paz de criança dentro de mim, mesmo fazendo as coisas referentes aos tempos atuais, mesmo fazendo e pensando de acordo com meus dia de vinte e seis. Tudo nele é tranquilo e nada me causa irritação ou desconforto é o meu dia de infância, da inocência que se foi, dos dias em que o futuro era ainda distante e se podia sonhar com ele sem a cobrança de ser alguém.
Estes dias são meus presentes que recebo do divido, posso sentir como se passasse pelas ruas e falasse com as pessoas como se eu não estivesse lá realmente, pareço fora de mim, como se visse a vida pelo lado de fora.
Gosto deste dia, porque nele sinto posso descansar em paz, mas sempre acho que Deus me dá ele em presente porque talvez amanhã já não esteja mais aqui, como se fosse a conseção de um último desejo ou coisa que valha. Um privilégio em poder ter um dia feliz antes de me tirar a vida.
Mas sabe o engraçado? Ele já me deu estes dias antes e não me levou, então acho que sua intenção não é esta, mas desejo de todo meu coração que quando quando chegar minha hora, receba um dia assim de presente, e com direito a ver o rosto de todos os meus queridos antes da partida.
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
smoke

Quanto mais só e insegura, mais impunho o meu cigarro, que por vezes o abandono a classe das personas não gratas, e por outras o elevo a posto merecido entres os dedos da mulher forte que penso que sou, que quero ser.
Se vou morrer deste mal? Não sei! Me preocupo, me culpo, mas penso logo em seguida que de que vale a vida se depois dela não vier a morte, evitar não me fará viver eternamente e nem eu quero, visto que já se faz tão solitária a vida à cada amigo que se vai buscar suas vidas, imagine vê-los passar pela vida sem que eu mesma possa dar espaço para a saudade que poderiam sentir de mim.
As lindas e fortes mulheres de quem ouço falar estavam também envoltas nesta fumaça de sensações e impressões que o cigarro traz, elas não viveram muito isso é fato, mas ainda são lembradas e admiradas por seus feitos. Ainda estou longe de acreditar que tenho feitos a deixar como legado admirável, mas já começo a crer que não vale a pena ter tanta saúde, se não há tanta vida em apenas viver.
A laranja podre está fora do cesto
Eu lanranja podre, fui tirada hoje de dentro do cesto repleto de laranjas irretocávelmente lindas e saborosas e que jamais poderiam ser maculadas com minha presença putrefata.
Não a nada mais podre que ser honesta e avessa a esquemas e tramas elaborados por gente que tem medo de quem tem competência e carisma próprio e sem necessidade alguma de QI(quem indique) para ter cargos melhores.
Não há nada mais saudável do que gente invejosa, incompetente e que precisa de cupixa pra se manter no cargo que está, gente que precisa montar núcleo de fofoca por medo do que dizem ao seu respeito.
Hope, seria esperança de tempos melhores, mas ao invés disso apenas trouxe para mim novamente a esperança que nasçam seres humanos melhores e com eles os melhores tempos.
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
Expectativa

Incrível quando simplesmente não esperamos muita coisa da vida ela nos surpreende com boas surpresas.
Sempre fui do tipo que se enche de expectativas diante da possibilidade de que algo novo aconteça, seja na esperança de conhecer alguém ou apenas de que tenha a noite mais divertida do mundo, mas não nesta noite, para ela eu não esperava nenhum acontecimento, visto que ela já o era em sí. E ela começa: eu me sinto linda e presenteada com encontros fraternos com inumeros amigos que há tempos não via. Encontros que me enchia o peito daquela emoção superior que está reservada apenas aos que são amados pelos seu queridos e assim a noite já estava mais que completa, perfeita, e no entanto a cada minuto vivido intensamente com a alegria doa bem venturados, parecia surgir outra possibilidades de me deixar surpreender.
A leveza de minha alma e os efeitos mágicos do álcool me permitiram entrar num espaço de livre de "mas", nem "porquês", apenas carregados das sensações da surpresa de uma conquista inesperada, tanto quanto fulgás advinda de um caprichoso desejo de ter preso em meus lábios um jovem estudante de medicina, que já havia sido namoradinho de uma menina da escola de meus primos adolescentes, carregado ainda da surpresa de no encantamento de corpos que se comunicavam apenas pela dança, que nos deixava com as mentes fora de qualquer razão, sem se lembrar que tais corpos pertenciam a um gay, e a uma hetero, ambos declaradamente sem a mínima vontade de mudar de idéia quanto a esta sexualidade e assim sendo com explicar tamanho tesão? Não havia o que explicar, apenas o que sentir e se maravilhar com o imneso mundo de possibilidades que se abre quando sua mente se desliga do que é socialmente aceitável, quando esquecemos os rótulos.
sábado, 3 de janeiro de 2009
Desumanizada

Esta minha vida por vezes, na maioria das vezes me chega tão sem sentido, tão sem porque, que mal consigo me mexer e andar.
Sigo ao trabalho porque sem ele socialmente nunca serei chamado de alguém, e estando nele logo não tenho mais uma vida tão social assim...pelas horas dedicadas ao mesmo... o cansado advindo da muita dedicação... e o muito que ainda se tem que trabalhar. Trabalhar para sustentar a si, já não atende mais o que esperam de mim, então agora devo recompensar meus anjos, que com tal desprendimento me ajudaram a sobreviver hoje me lançam na cara suas expectativas e exigências sobre como devo me comportar.
Então trabalho...trabalho... logo não me sinto mais gente se não estiver trabalhando, pois o resto, aquela coisinha insignificante que pensava sobre ser apenas humano autentico, com vontades, pensamentos e sentimentos próprios, que me dariam a característica primária e excêncial pra que me fizesse livre das cordinhas, que me fizesse costurar minhas próprias asas e com os olhos ainda fechados alçar sempre os voos mais altos, não passa agora de uma etiqueta com um impresso em letras garrafais que diz: A LARANJA PODRE DO CESTO.
De início resolvi que iria enganar o diabo, mascarar com lindos sorrisos e com bordados de hipocrisia com linhas douradas, para evitar que me descobrissem tão irremediavelmente humana, mas tamanha é a dor que logo me revelo por alguns instantes de fragilidade, mas logo me recupero e volto a velha forma fingida que se faz necessária e assim a são tantas horas envolta nesta mascara que posso ficar sem não sei o que fazer da minha humanidade e então paraliso nesta existência sem porquê e sem sentido próprio e acabo fazendo somente o que esperam de mim com a mesma forma prosaica de quem apenas existe por falta de opção.
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