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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

1º de Fevereiro

Feliz que tenha voltado
Feliz que tudo seja sem pressa
Feliz que tudo seja sem pressão
Feliz porque me sinto feliz
Feliz porque ele parece feliz
Feliz em dizer a verdade
Feliz de verdade
Feliz simples feliz

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Minha fermata

Ele controla o meu tempo, ele me dá seu tom e segura minhas estações dentro de num sei onde e seu peito é a caixa onde ele me guarda segura de mim e de tudo que sou... Mas nela não estou presa e dela não quero sair, só quero estar ali, quietinha e criança que sou protegida em seu abraço, estou segura, sendo livre, sendo eu... Calada, sinto seu cheiro e seus dedos traçando um caminho em minha pele, o beijo carinhoso em meus cabelos, toco seu rosto, nossas mãos brincam... E não há razão nenhuma pra tais gestos que não seja o simples fato de estarmos um com o outro... E ali eu tenho paz, ali sou feliz, não quero falar, nem discutir, nem definir, não preciso ser inteligente, nem engraçada, meus talentos não são importantes, nem meu verbo se faz necessário... Não preciso ser valente, nem a mais forte, meus conceitos se desmancham em beijos e carinhos gratos por ele nunca ter ido embora.


Peço por favor, nunca me solte! Não me tire da caixa amor, me proteja de mim!


Sem ele fico sem controle, sem ritmo e minhas estações todas desordenadas, os invernos assolam meu peito, negras nuvens derramando suas lágrimas de mim, os meus verões ensolarados demais com seus raios escapando por todos os lados sem que eu os possa conter... Sou o fruto do descontrole e da desordem, da insegurança... Admirada e festejada pelos bêbados e famintos de alegria que assim como eu, a encontram nas efemeridades da boemia, nos copos de cerveja e nos tragos de cigarro, e que voltam pra suas camas lamentáveis e vazios, porque vazios já estão os copos e frios, pois já se apagou a última brasa.



Peço por favor, nunca me solte! Não me tire da caixa amor, me proteja de mim!


Com ele sou adulta, e as coisas pequeninas me fazem sorrir e acalmar... Com ele meus sonhos nunca são solitários e fantásticos... com ele meus sonhos são simplórios e posso me ver ao pé da mesa rodeada da família que nunca tive, de pretinhas crianças a me sorrirem o sorriso que ele me traz, e me olhando com os mesmos olhos moles que ele me olha ao me beijar, que correm agarradas a barra de minhas roupas... Com ele sonho os sonhos de mulher comum, com direito aos almoços de domingo, com vovô, vovó, titios e titias a tagarelar sobre os feitos dos pequenos... Com ele posso ser o que quiser e tudo que quero ser é mulher e com todos os meus mulherismos, a mulher que sempre fui... Com ele tudo parece estar no seu devido lugar, mas a porta de minha casa se aproxima o veículo para e é hora do até logo, beijinho de despedida, chave na mão, tristeza no coração, corro de volta e arranco dele a surpresa e os beijos pra guardar em meus lábios por mais uma semana em que vou ver meu peito inchar de saudade.


Ahh, amor peço, por favor, nunca me solte! Não me tire da caixa, me proteja de mim!





Como o tempo

Se tivesse que me definir diria que sou como o tempo, sob o qual ninguém tem o controle de como ele se apresentará.
Assim como o tempo posso dizer que sou dividida em estações, de tempos em tempos me faço verão, primavera, outono e inverno, só que no entanto diferente das estações do ano, eu não cumpro uma ordem, minhas estações se manifestam involuntariamente e na hora que menos se espera.
Quando sou verão, levo a luz onde passo, de riso se iluminam os rostos e os peitos de alegria... quando primavera lá estou eu toda em cores e tons suaves, levando mil aromas de mim sempre agradáveis aos que de minha presença desfrutem...quando outono já não brilham mais os raios de sol, nem exalam os perfumes, me torno toda em nuvens de um cinza sem graça e frio...e ai me torno inverno, onde só chove e os ventos uivam causando tremores e calafrios.
Minhas estações não são fieis a suas descrições, por vezes se misturam e amanheço ensolarada e no minuto seguinte, o tempo fecha me enchendo de nuvens negras que desaguam em lágrimas, que quando secam e eu floresço para em seguida ver minhas folhas caírem num triste balé pelo ar até tocar ao chão.
Todos estamos sujeitos ao tempo, quantas vezes já não saímos de casa com roupa fresca para enfrentar o sol de verão e fomos apanhados de surpresa por uma tórrida chuva e ficamos encharcados? Ou então quando saímos com casaco e guarda-chuva em mãos e logo depois o sol a pino aparece e somos obrigados a carregar o acessório invernal durante todo o dia? Conviver comigo é como conviver com o tempo, que nos pega de surpresa em suas mudanças e não há jeito de não sofrer as consequências de seus efeitos.
O tempo pode não está sempre do jeito que queremos, mas ele ainda estará alí pra todos nós, e em cada um das estações sempre arranjamos um jeito ou um motivo pra aproveitarmos o que ela tem de melhor.
Assim eu sou, e mesmo que meu tempo esteja fechado, ainda assim eu estarei ali pra você.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Um tantinho assim

Meu coração é um tantinho assim infantil
e eu não sei se sou capaz de acordos adultos
nunca soube ser ficante
mas sempre fui boa namorada

Meu coração é assim um tantinho pequeno
e eu não sei se sou capaz de ter tanta saudade
nunca soube ficar longe
mas sempre fui boa em estar perto

meu coração é assim um tantinho egoísta
e não sei se sou capaz de deixar que seja de outra
nunca soube me dividir
mas sempre fui boa em ser única para um

Meu coração é um tantinho assim...
um tantinho assim bobo...
um tantinho assim meu...
um tantinho assim sem razão

Um tantinho assim, só coração.