O seu beijo é assim como imaginava
assim como tua voz
nada que imaginei é surpresa
apenas constatação
constatação do perigo que corro
em ceder a esta paixão
Seu beijo era em meu imaginário
assim como um traço delicado
que faço em meus desenhos
um toque suave de lápis H
Seu beijo para mim, foi assim desejado
uma foto de tua boca em lábio cerrado
era assim tão delicado
e tão delicado...
Querias uma descrição
por encabulação ou medo não fui capaz de fazer
medo de estar assim tão boba
assim tão besta
Seu beijo me vinha em sonho
vinha molhadinho e com toques que me lambiam
lambiam com carinho, e aumentam minha vontade
vontade de te acarinhar com o melhor de mim
Seu beijo me vinha em sonho devagar
primeiro o lábio mais carnudo, o que mais gosto
depois vinha o estreito, o que sela o beijo
só não imaginava os dois apertados
Seus lábios se apertam numa boquinha
que entorta numa irregularidade tão igual
sempre o superior direito comprimindo todo o resto
mas seu olhar sempre estável
Este olhar que me olha
por vezes com curiosidade
vezes de surpresa
vezes de admiração
Me lisonjeio com a admiração e com a surpresa
mas me zango quando seu olhar parece de decepção
faço birra, bico e afirmo a zanga
mas você me derrete em argumentos infalíveis
Você sempre me derrete...
me irrito com isso
mas num te nego não
e me irrito ainda mais
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quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Vou viver
Resolvi viver minha vida
ainda que sem você
ainda que te ame
ainda que no fundo te espere
Mas não posso parar e ter esperanças
Meu coração, minha vida sempre serão seus
mas por hora deixo aqui esta poesia
sem métrica e sem rima
passei só pra dizer que se lhe disserem que estou ótima
ainda assim estarei te amando e morrendo de saudades
e mesmo que não diga, ainda estarei te amando e tendo esperança
de um dia te ter pra mim
ainda que sem você
ainda que te ame
ainda que no fundo te espere
Mas não posso parar e ter esperanças
Meu coração, minha vida sempre serão seus
mas por hora deixo aqui esta poesia
sem métrica e sem rima
passei só pra dizer que se lhe disserem que estou ótima
ainda assim estarei te amando e morrendo de saudades
e mesmo que não diga, ainda estarei te amando e tendo esperança
de um dia te ter pra mim
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
O meu amor é assim
O meu amor é assim uma coisa louca
E se digo "louca" é por medo de perder o meu amor
Digo que loucura é chamar de "meu" o que não posso possuir
domingo, 7 de março de 2010
Traição do Sol

Desejava que não tivesse de dormir, pelo menos não ontem, pois não queria que o domingo chegasse mas isso seria utópico demais, então antes de me deitar desejei que o sol tirasse mais um dia de folga e que deixasse que as nuvens chorassem mais um pouco.
Morpheu veio e me carregou em seus braços, mas o traidor me tocou já bem cedo e disse que vinha clarear o dia, o sol maldito quis trabalhar e quem chorou fui eu. Primeiro por dentro e de raiva dele que já andava sem nenhuma moral comigo, por não brilhar pra mim como brilha pra todos ou pelo menos é assim que o ditado diz que deveria ser, e segundo porque levaria o amor de perto de mim e a morte se aproximaria dos meus pensamentos.
E assim não demorou que ela viesse e se aproximasse de mim, as canções do rock a evocaram pra dentro de mim, me fazendo brigar comigo e as verdades molhavam meus olhos com a dor de seus golpes, até que o amor tocou meus lábios e me chamou pra perto e me abrigou em seu peito, Morpheu se aliou ao sol contra mim e queria carregá-lo, mas a fome que me vem me assombrando estes tempos, foi generosa e venceu o sono e num instante o amor se pôs e pé e a alegria do alívio de que o domingo não mais o levaria de mim iluminava meu mundo e afastava a morte.
Uma música trouxe a nuvem pra cima de mim, e do outro lado da linha o domingo se anunciava confirmando que vinha levá-lo de mim como o combinado, meu coração contrariado nada pode fazer a não sr lamentar e a nuvem pesando cada vez mais indicava que iríamos chorar, mas antes que o fizéssemos saltei para fora, precisava estar longe quando desaguasse.
O amor ficou sem entender o motivo da pressa e eu não seria capaz de responder, qualquer esforço me faria transbordar, dei as costas no mesmo instante em que a primeira lágrima caiu e com ela veio uma enxurrada que em vão eu enxugava e com a esperança de que ele se apercebesse do gesto e visse como eu sofria aquele afastamento.
O domingo não foi o vilão da história, tão pouco o sol ou Morpheu, mas eu precisava do amor neste dia, pois nos últimos dias só o pude ver, mas com ele eu não pude viver. Estar diante do amor não é suficiente, é preciso ter tempo pra deixar que suas mãos me toquem sem a pressa de dormir, ou de acordar, é preciso degustar seu cheiro e amolecer no seu olhar depois de gargalhar ao som das bobagens pronunciáveis somente a dois.
E não foi hoje que eu o pude viver novamente e justo hoje que precisava dele pra afastar a morte de mim, e por maior esforço que ele o tenha demonstrado a hora já avança e um encontro agora só seria uma repetição do que nossos dias tem sido e assim meu caminho será o de minha casa para minha solidão.
sábado, 27 de fevereiro de 2010
Saudade
A saudade tem sido um assunto frequente em meus pensamentos ultimamente.
Passo os dias recapitulando cenas resgatadas de minhas lembranças, desde o início até quando as coisas começaram a ganhar novas configurações. E tenho feito isso repetidamente como se rebubinasse uma fita cassete e me sentindo cada vez mais ultrapassada como a tecnológia citada, ou como um disco arranhado...uma música de uma nota só...um jornal sem novas notícias...uma canção batida em rádio popular...
Me sinto tão sozinha ultimamente, a ligação perfeita se rompendo a cada dia nos fazendo ser novamente dois, um em cada mundo e eu voltando a ser apenas a mulher que sonha, imagina, fantasia, fazendo do cigarro novamente um companheiro, uma muleta.
Dias sem encontros...encontros mornos. Eu reclamando...ele se desculpando. Ele se corrigindo...eu me defendendo.
Um ciclo se formou e enrraizou a insegurança que não sai de minha cabeça e ela me comanda tanto quando sou comandada pelo meu coração. Brigo comigo e com ele e por ele.
Passo os dias recapitulando cenas resgatadas de minhas lembranças, desde o início até quando as coisas começaram a ganhar novas configurações. E tenho feito isso repetidamente como se rebubinasse uma fita cassete e me sentindo cada vez mais ultrapassada como a tecnológia citada, ou como um disco arranhado...uma música de uma nota só...um jornal sem novas notícias...uma canção batida em rádio popular...
Me sinto tão sozinha ultimamente, a ligação perfeita se rompendo a cada dia nos fazendo ser novamente dois, um em cada mundo e eu voltando a ser apenas a mulher que sonha, imagina, fantasia, fazendo do cigarro novamente um companheiro, uma muleta.
Dias sem encontros...encontros mornos. Eu reclamando...ele se desculpando. Ele se corrigindo...eu me defendendo.
Um ciclo se formou e enrraizou a insegurança que não sai de minha cabeça e ela me comanda tanto quando sou comandada pelo meu coração. Brigo comigo e com ele e por ele.
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