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sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Smoke...


Impunho o meu cigarro, que por vezes o abandono a classe das personas não gratas, e por outras o elevo a posto merecido entres os dedos da mulher forte que penso que sou, que quero ser.
Se vou morrer deste mal? Não sei! Me preocupo, me culpo, mas penso logo em seguida que de que vale a vida se depois dela não vier a morte, evitar não me fará viver eternamente e nem eu quero, visto que já se faz tão solitária a vida à cada amigo que se vai buscar suas vidas, imagine vê-los passar pela vida sem que eu mesma possa dar espaço para a saudade que poderiam sentir de mim.
As lindas e fortes mulheres de quem ouço falar estavam também envoltas nesta fumaça de sensações e impressões que o cigarro traz, elas não viveram muito isso é fato, mas ainda são lembradas e admiradas por seus feitos. Ainda estou longe de acreditar que tenho feitos a deixar como legado admirável, mas já começo a crer que não vale a pena ter tanta saúde, se não há tanta vida em apenas viver.

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