Há dias em que sinto vontade de dizer tantas coisas, mas ainda assim não quero escrever sobre elas, como se certas palavras e discursos só servissem pra serem ditos pela voz e não apenas pelo verbo, ou para serem escutados pelo coração e lidos apenas pelos olhos e se assim não for vira só arte, poesia perdida, sentimento ganha peso de notificação.
Não é sempre que é assim, tem horas em que a emoção só pode ser dita pelo verbo escrito e que já transborda tanto que as palavras valem pelo olhar e pelos pensamentos daquele que lê, sentimento neste caso ganha peso de mensagem resgatada em garrafa no mar, a última forma, a última opção de declarar.
Mas hoje estou com o primeiro parágrafo, o que tenho a dizer está aguardando seu ouvinte, e não pode ser dito aqui, ou ali, visto que já foi sofreguidão, sentimento e solidão, agora foi pensado, repensado, avaliado e agora toma forma de cuidado, pois já colheu como fruto desolação, ruptura e separação, no momento faz até rima, mas foi só travessura de meu coração.
Não hoje não vou escrever, parece que já estou escrevendo, mas não é verdade, hoje eu só quero falar, controlar a ansiedade e esperar.
Por isso hoje se você me ler, vai encontrar este post sem que nada eu tenha a escrever.
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