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domingo, 6 de março de 2011

O que é o compromisso?

Compromisso, esta palavra tem permeado meus pensamentos ultimamente initerruptamente, acho que nunca pensei tanto sobre ela e seus significados.
Amo alguém que diz não poder "assumir compromissos" neste momento de sua vida, que segundo ele é de "recolhimento" e que no momento está "casado com seu trabalho" e não quer ter as obrigações que um namoro implica, tais como: estar com a namorada a cada tempo de folga, ligar pra saber como está, discutir relação, pensar em presentes nas datas especiais... enfim, estas coisinhas que todos conhecemos bem, então me pus a pensar incessantemente sobre o assunto afim de tentar entender o que se passa com ele antes de julgá-lo, e visto que eu mesma não sou capaz de compreender tal determinação.
Em busca de firmar minhas opiniões e achismos para fundamentar melhor meu texto, para que o mesmo não ganhe apenas conotação de desabafo ou de talvez passar recado, fui em busca do meu querido google para alguns esclarecimentos. Primeiro busquei informações sobre qual seria o significado da palavra compromisso e para tal questionamento encontrei alguns resultados:
Vamos analisar cada um dos respectivos significados encontrados.
No primeiro uma menina faz uma afirmativa bastante interessante, dizendo ser o ato de sustentar uma escolha, isso é bastante forte, mas vamos a analise:
Ele tinha se determinado a não assumir compromissos amorosos, o que vem a ser a escolha e que ele sustenta firmemente, apesar do que diz e demonstra sentir por mim, ele se safa nesta.
Já no segundo quadro temos esta lista do que vem a ser um compromisso, de fato não existe uma obrigação contraída por decisão de pleito e não houve promessa mútua, nem uma concordata de falidos, nem um acordo político e nem tão pouco isso se caracterisaria como um estatuto de confraria, muito menos escritura vincular, mas.... paramos no ítem "convenção" haja visto que convencionou-se que teríamos um "contrato" de ficação fixa, ainda que sem o "comprometimento", firmou-se este "ajuste" entre nós e sendo assim, isso já poderia caracterisar-se como o tal compromisso o qual ele se recusa a ter. Neste terceiro entramos em mais uma contradição para a decisão tomada por ele, já que acordo entre as partes é fato no nosso relacionamento de ficantes, firmado por um contrato que pode ser considerado informal, ainda que ele não queria se comprometer comigo.E esta última fala de uma obrigação que casa perfeitamente com o que ele não quer ter, e assim ele fica mais uma vez segurado em sua decisão.
Mas eu paro e analiso a mim mesma, e concluo que não é a palavra compromisso e seus significados que me obrigam a fazer qualquer coisa por ele. Sinto-me obrigada sim! A acordar todos dos dias e pensar se ele está bem e no que a minha existência pode fazer para ele fique feliz... Em fazer de tudo pra vê-lo em meu tempo livre, pra poder acarinhar sua face e ver o sorriso em seu rosto... Em ligar pra saber como ele está naquele dia... Correr pra o computador antes de sair só pra mandar um e-mail pra ele saber que penso nele... Ligar avisando que vou estar fora por uns dias para o caso de ele me procurar e meu celular estar fora de área. Porém não é uma palavra que me obriga a fazer tudo isso, mas sim o meu amor por ele, e se o sentimento dele não o obriga a tais coisas, não é suficiente pra que eu faça do meu amor, grande assim por nós dois.
Amá-lo não é uma escolha, mas é uma escolha a de não aceitar esta decisão e me condicionar a ela, como se fosse um funcionário a espera da promoção, comportando-se bem, vestindo a camisa da empresa e se dedicando cada dia mais e que de vez em quando recebe o tapinha nas costas lembrando de que é o preferido para o cargo.
Minhas pesquisas e nem meu texto são capazes de mudar o que quer que seja na escolha dele, mas muda a minha de parar de tentar compreender suas decisões e de me sentir egoísta por querer mais, pois em mim existe a verdade de amar e a coragem de assumir o que quero, mas sem deixar ele refém de meus sentimentos. Pois alguém que ama jamais sujeita o outro a ficar exposto a mágua, prender e fazer de prisioneiro em seu próprio sentimento.

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