
Esta minha vida por vezes, na maioria das vezes me chega tão sem sentido, tão sem porque, que mal consigo me mexer e andar.
Sigo ao trabalho porque sem ele socialmente nunca serei chamado de alguém, e estando nele logo não tenho mais uma vida tão social assim...pelas horas dedicadas ao mesmo... o cansado advindo da muita dedicação... e o muito que ainda se tem que trabalhar. Trabalhar para sustentar a si, já não atende mais o que esperam de mim, então agora devo recompensar meus anjos, que com tal desprendimento me ajudaram a sobreviver hoje me lançam na cara suas expectativas e exigências sobre como devo me comportar.
Então trabalho...trabalho... logo não me sinto mais gente se não estiver trabalhando, pois o resto, aquela coisinha insignificante que pensava sobre ser apenas humano autentico, com vontades, pensamentos e sentimentos próprios, que me dariam a característica primária e excêncial pra que me fizesse livre das cordinhas, que me fizesse costurar minhas próprias asas e com os olhos ainda fechados alçar sempre os voos mais altos, não passa agora de uma etiqueta com um impresso em letras garrafais que diz: A LARANJA PODRE DO CESTO.
De início resolvi que iria enganar o diabo, mascarar com lindos sorrisos e com bordados de hipocrisia com linhas douradas, para evitar que me descobrissem tão irremediavelmente humana, mas tamanha é a dor que logo me revelo por alguns instantes de fragilidade, mas logo me recupero e volto a velha forma fingida que se faz necessária e assim a são tantas horas envolta nesta mascara que posso ficar sem não sei o que fazer da minha humanidade e então paraliso nesta existência sem porquê e sem sentido próprio e acabo fazendo somente o que esperam de mim com a mesma forma prosaica de quem apenas existe por falta de opção.
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