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segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Dia de infância


Hoje amanheceu um dia daqueles em que sinto que o tempo, o ar, a cor e o som das coisas ao meu redor parecem pertencer aos dias de minha infância.

Este dia sempre me visita, e quando ele vem sinto uma paz de criança dentro de mim, mesmo fazendo as coisas referentes aos tempos atuais, mesmo fazendo e pensando de acordo com meus dia de vinte e seis. Tudo nele é tranquilo e nada me causa irritação ou desconforto é o meu dia de infância, da inocência que se foi, dos dias em que o futuro era ainda distante e se podia sonhar com ele sem a cobrança de ser alguém.

Estes dias são meus presentes que recebo do divido, posso sentir como se passasse pelas ruas e falasse com as pessoas como se eu não estivesse lá realmente, pareço fora de mim, como se visse a vida pelo lado de fora.

Gosto deste dia, porque nele sinto posso descansar em paz, mas sempre acho que Deus me dá ele em presente porque talvez amanhã já não esteja mais aqui, como se fosse a conseção de um último desejo ou coisa que valha. Um privilégio em poder ter um dia feliz antes de me tirar a vida.

Mas sabe o engraçado? Ele já me deu estes dias antes e não me levou, então acho que sua intenção não é esta, mas desejo de todo meu coração que quando quando chegar minha hora, receba um dia assim de presente, e com direito a ver o rosto de todos os meus queridos antes da partida.

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